Inteligência artificial · Arquiteturas · 8 min de leitura
Memória em agentes: curta, longa e compartilhada
Como um agente lembra: o contexto da conversa (curto prazo), resumos e fatos guardados fora do modelo (longo prazo) e uma memória compartilhada entre agentes.
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Curto prazo: o contexto
Tudo o que está na janela de contexto — instruções, histórico, resultados de ferramentas — é a memória de trabalho. Quando enche, é preciso compactar: resumir trechos antigos ou descartar o que não importa.
Longo prazo: fora do modelo
Fatos (preferências do usuário, decisões tomadas) e episódios (o que aconteceu numa tarefa) são gravados num armazenamento externo — banco vetorial, banco relacional ou arquivos — e recuperados quando relevantes, como num RAG. Pesquisas como MemGPT tratam isso como paginação de memória; Generative Agents somam reflexões periódicas que resumem o aprendido.
Memória compartilhada
Em sistemas com vários agentes, um espaço comum (um “quadro”, arquivos de projeto ou um banco) permite que um publique descobertas e outro as use, sem passar tudo pela conversa. Defina quem pode escrever, o formato e como resolver conflitos.
Cuidados
- Memória errada se propaga: registre a fonte e a data de cada fato.
- Dados pessoais exigem consentimento, prazo de retenção e opção de apagar (LGPD).
- Memória compartilhada é superfície de ataque: um conteúdo malicioso gravado ali pode influenciar outros agentes.
Em resumo
- Contexto = memória de trabalho, limitada.
- Resumos e memória externa guardam o que não cabe.
- Memória compartilhada coordena vários agentes.
- Guarde fonte e data; permita apagar.