Inteligência artificial · Arquiteturas · 7 min de leitura
Frameworks de agentes: quando usar e quando escrever o laço você mesmo
LangGraph, SDKs de agentes, LlamaIndex e afins organizam o laço “pensar → usar ferramenta → observar”. Entenda o que eles resolvem e o custo de adotá-los.
Arraste para o lado para ver o diagrama inteiro.
O que um framework entrega
- Laço e controle de fluxo: passos como nós de um grafo, com ramificações, repetição e limites de iterações.
- Estado persistente: salvar e retomar a execução (útil para tarefas longas e aprovação humana no meio).
- Integração de ferramentas: descrever funções, validar argumentos, conectar servidores MCP.
- Observabilidade: ver cada chamada, custo e erro; rodar avaliações.
O panorama
- LangGraph: agentes como grafos de estado, com checkpoints e humano no circuito.
- SDKs dos provedores (como o Claude Agent SDK e o OpenAI Agents SDK): o laço pronto do próprio fornecedor, com ferramentas, subagentes e handoffs.
- LlamaIndex: forte em ingestão de documentos e RAG, com agentes por cima.
- Multiagentes (AutoGen, CrewAI): vários papéis conversando entre si.
As APIs mudam rápido; confira sempre a documentação oficial da versão que for usar.
Comece simples
A recomendação de quem constrói agentes em produção é começar pelo mais simples: uma chamada ao modelo com bons exemplos; depois um fluxo fixo (encadeamento, roteamento); e só então um agente autônomo. Um laço próprio de 50 linhas costuma bastar e é fácil de depurar. Adote um framework quando precisar de verdade de estado durável, retomada, paralelismo ou rastreamento — e entenda o que ele faz por baixo.
Em resumo
- Framework = laço, estado, ferramentas e rastreamento.
- Comece com chamadas e fluxos fixos.
- Laço próprio é simples e depurável.
- Adote quando precisar de estado durável e retomada.
Vantagens e custos
- Retomada e humano no circuito prontos
- Rastreamento e avaliação integrados
- Abstrações que escondem o prompt
- APIs mudam com frequência
- Dependência de mais uma biblioteca